são infinitas as formas;
prometemos experimentá-las todas.
é infinito o Caminho;
prometemos percorrê-lo até o final.
31 de agosto de 2008
13 de julho de 2008
something like Jim
it sometimes happends to me
lost the mind
let the body go
and the soul
let it flow
and i
lost me
and i
am
no more
or so
how to count it?
and how to tell?
how to keep it?
it´s an endless joke
to roll and come back
a square
it´s an endless joke
so forget it
and stare
there´s anyone laughing?
it ought to be
i except of me
dance it
there´s a state
that doesn´t need
any thought to count the rate
there´s a state
that keeps going
and even if you need
something to show it
to awaken your eyes
and flow it
it´s there already
right now
beneath you
above
and you know it
lost the mind
let the body go
and the soul
let it flow
and i
lost me
and i
am
no more
or so
how to count it?
and how to tell?
how to keep it?
it´s an endless joke
to roll and come back
a square
it´s an endless joke
so forget it
and stare
there´s anyone laughing?
it ought to be
i except of me
dance it
there´s a state
that doesn´t need
any thought to count the rate
there´s a state
that keeps going
and even if you need
something to show it
to awaken your eyes
and flow it
it´s there already
right now
beneath you
above
and you know it
7 de julho de 2008
Da intensidade das formas
para Aron, Ale e Larissa
há um nível de possibilidades em tudo. um nível de vida completamente intensa, não apreendida.
desse nível decantam as formas, ou se rasgam elas. as formas se impõe. impomos as formas às intensidades, para que se tenha rosto pra contatar, chão pra correr... pra que as intensidades sejam possíveis de serem vividas. as formas também são vida, muito e muito ela.
precisamos de palavras pra fazer passar os sentidos, de rostos e gestos pra passar os afetos. tentamos uma direção única, mas são muitas, inapreensíveis. e o melhor é quando uma palavra não limita o múltplo, mesmo tendo uma direção ou proposta. quando nosso jeito se sabe pouco e anuncia, num mesmo jeito, uma pista de toda a possibilidade: o simples do complexo é ser inteiro.
o que morde é que não há tempo nessa vida para todas as formas. o que morde e também o que liberta. o futuro é uma direção, e é a direção que dá o destino. mas é sempre o presente que importa... e as formas que agora estão. esse arranjo peculiar. e relaxar de saber que todas as possibilidades são concretas e não se limitam a ele. então, somos pouco, mas muito podemos; e não haverá tempo para tudo, então podemos ser o que somos sem ter que sermos tão fortemente afligidos pelo que poderiamos ser.
6 de julho de 2008
Dedicatória
para todo palavrear que exponha a verdade;
para toda verdade que exploda a palavra.
para toda verdade que exploda a palavra.
27 de junho de 2008
Desunidades
Difícil contemplar de uma só vez tudo em um ser humano.
1) Os dois meninos carroceiros que maltratam o cavalo porque sim - sem bondade, sem lógica, sem praticidade nenhuma - e então sorriem de felicidade tocante ao encontrarem uma grande quantidade de lixo reciclável já em sacos fechados.
2) Os moradores do São Pedro, tão facilmente reconhecidos como não-sujeitos, tão dificilmente encontrados no olhar, percebidos num algo que se perdeu.
Tudo em um ser humano escapa à captação completa de outro. Podemos apenas sentir que há algo lá que escapa até fronteiras inalcançáveis, talvez inexistentes. Escapamos a nós mesmos, afinal. E por isso nunca daremos certo. Porque o disperso nos faz normalidade... somos muitos que não se dão as mãos. Em última instância... nós não estamos.
1) Os dois meninos carroceiros que maltratam o cavalo porque sim - sem bondade, sem lógica, sem praticidade nenhuma - e então sorriem de felicidade tocante ao encontrarem uma grande quantidade de lixo reciclável já em sacos fechados.
2) Os moradores do São Pedro, tão facilmente reconhecidos como não-sujeitos, tão dificilmente encontrados no olhar, percebidos num algo que se perdeu.
Tudo em um ser humano escapa à captação completa de outro. Podemos apenas sentir que há algo lá que escapa até fronteiras inalcançáveis, talvez inexistentes. Escapamos a nós mesmos, afinal. E por isso nunca daremos certo. Porque o disperso nos faz normalidade... somos muitos que não se dão as mãos. Em última instância... nós não estamos.
10 de junho de 2008
Entre amarras e fugas
Quando Bárbara nos convidou para fugir, levantei da cadeira. O meu mundo aumentou e meu corpo ficou como que suspenso por fios de tensão a puxar de diferentes lados. O mundo aumentou e meu corpo ansiou por ser vento.
Fiquei angustiado pensando nas amarras, compromissos que faço. Fiquei pensando no futuro, compromisso comigo mesmo; na possibilidade de uma liberdade descompromissada. Fui além do sonho, senti no concreto, planejei um sem planos de espontaneidades: pendido entre o plano de fuga e a simples possibilidade de fugir a qualquer momento.
Minhas amarras viram apertos de mão. Meus compromissos, abraços. Talvez mesmo abraços de tchau, de até logo, de adeus. Tudo ditado pelo fluxo do instante de agora e de amanhã. E eu entro calor e alento pra angústia da amarra, pra angústia da fuga. Eu, concretamente, viro e sou todo e apenas respiração.
Senão vento.
Fiquei angustiado pensando nas amarras, compromissos que faço. Fiquei pensando no futuro, compromisso comigo mesmo; na possibilidade de uma liberdade descompromissada. Fui além do sonho, senti no concreto, planejei um sem planos de espontaneidades: pendido entre o plano de fuga e a simples possibilidade de fugir a qualquer momento.
Minhas amarras viram apertos de mão. Meus compromissos, abraços. Talvez mesmo abraços de tchau, de até logo, de adeus. Tudo ditado pelo fluxo do instante de agora e de amanhã. E eu entro calor e alento pra angústia da amarra, pra angústia da fuga. Eu, concretamente, viro e sou todo e apenas respiração.
Senão vento.
2 de junho de 2008
A linha dita
é minha
a linha da face
me faz
e se amaina
em liberdade
a linha suave
rachura
enuveia
e de dentro
brota
uma flor
e muito
muito
vento
é minha
a linha da face
me faz
e se amaina
em liberdade
a linha suave
rachura
enuveia
e de dentro
brota
uma flor
e muito
muito
vento
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