solto o transe
de vida cotidiana
do meu peito
o vazio
rasga o comum
transo a dança
me surpreendo
de durezas
quando a vida
de tão viva
dói
e amedronta
7 de agosto de 2010
11 de julho de 2010
o tempo pede um silêncio de mim.
tento me entregar ao vento
e ver se aprendo
alguma coisa.
tento me entregar ao vento
e ver se aprendo
alguma coisa.
31 de maio de 2010
O Tombo
Tombei
o Universo
aos meus pés
se assustou
Do assombro
nasceram
2 Planetas
3 Luas
e uma micro-infinidade de meteoros
Me levantei abismado
pelo trajeto que tomavam
pensando, curioso
nas possibilidades
daquele passo
torto
o Universo
aos meus pés
se assustou
Do assombro
nasceram
2 Planetas
3 Luas
e uma micro-infinidade de meteoros
Me levantei abismado
pelo trajeto que tomavam
pensando, curioso
nas possibilidades
daquele passo
torto
30 de maio de 2010
Vida Livre
Olhava
via a vida
andando na rua
enquanto eu passava
ainda mais depressa
Da janela
eu a via
cada pessoa
um ato
que ela
habitava
Olhava
pensava
em rostos
e jeitos
pensava em torneios
de identidade
Olhava
procurava a vida livre
e tomava sustos
a cada instante
em que aparecia:
rondava
explodia
e sumia
ou parecia como quem pernoitava
mas assustava
a vida livre
sempre tão depressa
e ao mesmo tempo eterna
tão instantânea
e tão mais calma
do que esse nosso jeito
enrugado
via a vida
andando na rua
enquanto eu passava
ainda mais depressa
Da janela
eu a via
cada pessoa
um ato
que ela
habitava
Olhava
pensava
em rostos
e jeitos
pensava em torneios
de identidade
Olhava
procurava a vida livre
e tomava sustos
a cada instante
em que aparecia:
rondava
explodia
e sumia
ou parecia como quem pernoitava
mas assustava
a vida livre
sempre tão depressa
e ao mesmo tempo eterna
tão instantânea
e tão mais calma
do que esse nosso jeito
enrugado
17 de janeiro de 2010
Galeando
Senão o interesse, tenho o desejo preso. Meu interesse corre solto feito olhar de pessoa só. Mas meu desejo foi apreendido por ela, pessoa que o fez florescer. Meu desejo foi viajar e eu... eu fiquei só de pessoa e de desejo.
16 de janeiro de 2010
chove lá fora
e aqui
faz tanto clichê
que a música
ri
e aqui
faz tanto clichê
que a música
ri
no calar da hora
bate uma angústia
que não disfarça
nem farsa nem folia
a detém
bate uma ansiedade
que abate
a escolha
da hora
feito espora
no lombo do cavalo
corro
dentro do meu corpo
morro
em um esporro
direcionado
a mim mesmo
olha
digo
não faça drama
a noite tece
sua trama
e a distância
ainda mais
é assim
que se faz
aguenta
pequeno
esbrava
no peito
o fio
da navalha
explode
em molde
nenhum
escarra
o coração
não pede perdão
respira!
respeita a vida
e vive
esse velho
que senta dentro de mim
é novo
e sabe
e vive
e eu
apesar do peito
cheio de frio
e tumultos
escuto
respiro
dou meio sorrisos
e aguento
que não disfarça
nem farsa nem folia
a detém
bate uma ansiedade
que abate
a escolha
da hora
feito espora
no lombo do cavalo
corro
dentro do meu corpo
morro
em um esporro
direcionado
a mim mesmo
olha
digo
não faça drama
a noite tece
sua trama
e a distância
ainda mais
é assim
que se faz
aguenta
pequeno
esbrava
no peito
o fio
da navalha
explode
em molde
nenhum
escarra
o coração
não pede perdão
respira!
respeita a vida
e vive
esse velho
que senta dentro de mim
é novo
e sabe
e vive
e eu
apesar do peito
cheio de frio
e tumultos
escuto
respiro
dou meio sorrisos
e aguento
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