19 de janeiro de 2008

Só

desde meu prelo, desde a porta aberta em despontada máscara, desde a cara que ainda persiste, resiste brava frente a enxurrada, desde a dor da ordenância, a falta de chão, a peça sublime de drama, desde a pessoalidade e todas as esquinas da alma, desde a palma batida, as palmas ouvidas, os vaios, desde os desmaios, os galantes em volta das tranças de Rapunzel, desde o mergulho do céu, da chuva que batia, desde depois do cerco, do erro, do berro, desde já, desde lá, desde depois daqui,


nem teu,
nem meu,
serei eu.

9 de dezembro de 2007

Fly me to the moon

anos mudaram em mim nos últimos dias.

aprendi o que quero, porque uma escolha me tomou.

estou vivo depois de muito tempo...

8 de dezembro de 2007

Duelo

estou lutando contra mim. e é até o fim!

mas tudo bem. acho que vou ganhar.

6 de dezembro de 2007

4 de dezembro de 2007

Sintoma

Toda minha vida eu deixei que as coisas escorressem das minhas mãos. Toda minha vida, quando eu senti o vazio que as coisas começavam a deixar, apertei os dedos com toda força, esmagando o que sobrava, machucando minha pele.

A noção disso veio súbita, implacável; impecável. E agora eu quero dissipar a maldita consciência que mantém as moléculas do meu corpo unidas. Agora, quero queimar os neurônios desse mesmo reflexo apreendido.

Preciso morrer. É com isso que tenho que lidar agora. É daqui que começo.