A palavra que eu não disse tem nome. Mas é muda. Então só se apresenta com um meneio de cabeça, como aqueles homens sinistros de filmes antigos que, não bastasse o escuro, não tiram o chapéu.
A palavra que eu não disse mal tem forma - vai saber. Não tem cor - ou me deixa daltônico. Mas, impressionantemente... tem peso.
A palavra que eu não disse me persegue. E some no beco escuro quando corro atrás. Depois me acorda, com soluço ou batida acelerada.
Seu segredo... é que eu, no máximo, queria querer dizê-la. Mas seja lá o nome que tiver... seu segredo... é que a palavra que não disse ocoupa o lugar do meu medo.