2 de dezembro de 2007
28 de novembro de 2007
auto-análise
pensei, pensei, pensei. até que finalmente cheguei a conclusão última sobre mim mesmo:
penso demais.
penso demais.
26 de novembro de 2007
estranhezas da gramática pessoal
daquelas regrinhas de crase: nºx) a palavra que vem depois é sempre feminina (dica: passe para o masculino; se o a virar ao vai crase).
quando passo pro masculino, sempre uso "pôr-do-sol".
quando passo pro masculino, sempre uso "pôr-do-sol".
25 de novembro de 2007
prum outro lugar
descobri meu corpo inerte, amortecido. e aí é como se estivesse sentindo dores de crescimento nos músculos, só que não por crescer, e sim por sentir. sinto dores de crescimento nos músculos de dentro.
essa semana passei sangrando o coração. um corte de espinha inchada bem no peito. todo banho, ao passar a bucha que ela me deu, o cortezinho abria e sangrava tanto que era bonito de ver - não fosse o que ele manchava.
fiquei com ares de querer que sangrasse tudo o que tinha de uma vez. vai, corpo bobo; põe pra fora. mas não... sanguezinho vai saindo farto em veio fino... coração não sabe o que fazer. e o peito... entre inchaços e murchamentos severos... fica querendo muito subir à cabeça em lágrimas de se soltar. e descer ao pés, dessa vez em mais que dança... em passos.
essa semana passei sangrando o coração. um corte de espinha inchada bem no peito. todo banho, ao passar a bucha que ela me deu, o cortezinho abria e sangrava tanto que era bonito de ver - não fosse o que ele manchava.
fiquei com ares de querer que sangrasse tudo o que tinha de uma vez. vai, corpo bobo; põe pra fora. mas não... sanguezinho vai saindo farto em veio fino... coração não sabe o que fazer. e o peito... entre inchaços e murchamentos severos... fica querendo muito subir à cabeça em lágrimas de se soltar. e descer ao pés, dessa vez em mais que dança... em passos.
22 de novembro de 2007
13 de novembro de 2007
Na Passagem
Fisgo palavras
na passagem
as pessoas
me espantam
bruto encargo
o manto
de rosto
e personalidade
As pessoas
e apavoram
mas me deliciam
os olhares
na passagem
as pessoas
me espantam
bruto encargo
o manto
de rosto
e personalidade
As pessoas
e apavoram
mas me deliciam
os olhares
8 de novembro de 2007
Ele
Ele não conseguia amar. E não porque amava pouco. É que amava muito. Como se não desse conta de seu próprio amor.
Ele não conseguia amar porque não tinha mais rosto para tanto. Porque mudar pelo outro nunca fez boa propaganda. Porque se preocupava, se disponibilizava, e talvez de fato algo como o amor só consiga se fazer brotar através de jeitos brutos e indiferentes. Por aqueles que são mais eles, e isso basta.
Talvez fosse apenas isso: lhe faltava a sabedoria de ser muito mais ele mesmo.
Ele não conseguia amar porque não tinha mais rosto para tanto. Porque mudar pelo outro nunca fez boa propaganda. Porque se preocupava, se disponibilizava, e talvez de fato algo como o amor só consiga se fazer brotar através de jeitos brutos e indiferentes. Por aqueles que são mais eles, e isso basta.
Talvez fosse apenas isso: lhe faltava a sabedoria de ser muito mais ele mesmo.
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